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quinta-feira, 21 de julho de 2011

É...

     É...
     As postagens pararam por um tempo,
     É...
     Eu não fiz nada para o  aniversário do blog,
     É...
     Eu sei que ontem foi dia do amigo.
     É...
     Eu sei que deveria recolher os selinhos que me mandaram,
     Mas...
     Eu não estou afim...
     Tá e dai? 
     Não perturbe! Não espere muito! Na verdade não espere NADA! Porque você pode se decepcionar...Ou não.
     Mas se queres esperar algo, espera o inesperado, mas não o podes prever, não é mesmo? Porque se o esperasses já não seria mais inesperado...
     O que eu quero dizer é que me deixem em paz! Não esperem nada de mim! E se for para esperar, esperem esperar o inesperado, se é que entenderam...
     Tá... Um desabafo, uma filosofia, uma conclusão vazia.
     Eu não sou disso não, alimentar as expectativas dos outros não é a minha praia, constância, muito menos... Então deixem de esperar, não quero que se metam, como acabei de dizer a minha amiga, pessoa que confio muito, amo muito, não é só porque há uma intersecção nos círculos que você deve sobrepô-los, sei que azul e vermelho dá roxo, mais quero manter um pouco do meu azul e quero que mantenhas um pouco de seu vermelho, porque vais precisar misturá-los com outras cores mais tarde... E das cores primarias saem cores lindas, mesmo que não sejam misturadas com cores neutras, já se você mistura um roxo com um verde só conseguirás cinza...
     Ok... Posso estar sendo dramática, mais a sinceridade bate à minha porta e tenho que atender...Esses dias estava pensando muito na regrinha gramatical do:
"Mim comigo
Ti contigo
Nos conosco
Vos convosco"
     E finalmente entendi o que o meu subconsiente tentava dizer... Cada um na sua, nós juntos, eles juntos, mas nem sempre misturados... Meu ar, seu ar e mesmo assim nosso oxigênio...

Ana Letícia de Azevedo Cajazeira

7 comentários:

  1. O que posso te dizer além de que te amo, se o que quero dizer é que te amo?

    Minha linda, doce e sincera irmã... Eu te aprecio, profundamente.

    Um beijo,
    Aboborrá. ;)

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  2. Olha, recebi esse poema há pouco, e percebi que era tudo o que eu gostaria de te dizer agora. Não estava lembrando dele para o momento, apesar de gostar dele há muito tempo. Veio na hora certa, para mim, e para que eu pudesse te passar.

    Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
    Nem tão longe e nem tão perto.
    Na medida mais precisa que eu puder.
    Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
    Da maneira mais discreta que eu souber.
    Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
    Sem forçar tua vontade.
    Sem falar, quando for hora de calar.
    E sem calar, quando for hora de falar.
    Nem ausente, nem presente por demais.
    Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
    É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
    E por isso eu te suplico paciência.
    Vou encher este teu rosto de lembranças,
    Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..

    (F. Pessoa)


    Um beijo, da tua irmã e amiga, que te ama.
    Débora.

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  3. Moça, você está furta-cor hoje.
    Posso te dar um abraço? Um beijo?
    Estou mandando os dois. Não precisa retribuir. Jogue-os fora, se quiser.
    Te amo. Talvez não como você queira, e com certeza não com aquele amor-paixão total - aquele dos filmes e dos romances, mas dentro das limitações de minha alma e do meu coração. E esse amor-amigo você não pode erradicar por completo, pois muitas das raízes dele estão em mim.
    Mas se você quer me ver sorrindo... sorria. Isso me basta.

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  4. Um blog só pode ser um grito de alma e só deve continuar enquanto for um prazer!

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  5. Trouxe o Fernando Pessoa para falar com vc...

    NÃO: Não quero nada.
    Já disse que não quero nada.

    Não me venham com conclusões!
    A única conclusão é morrer.

    Não me tragam estéticas!
    Não me falem em moral!

    Tirem-me daqui a metafísica!
    Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
    Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
    Das ciências, das artes, da civilização moderna!

    Que mal fiz eu aos deuses todos?

    Se têm a verdade, guardem-na!

    Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
    Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
    Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

    Não me macem, por amor de Deus!

    Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
    Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
    Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
    Assim, como sou, tenham paciência!
    Vão para o diabo sem mim,
    Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
    Para que havemos de ir juntos?

    Não me peguem no braço!
    Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
    Já disse que sou sozinho!
    Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

    Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
    Eterna verdade vazia e perfeita!
    Ó macio Tejo ancestral e mudo,
    Pequena verdade onde o céu se reflete!
    Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
    Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

    Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
    E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

    Álvaro de Campos
    Lisbon Revisited
    (l923)

    Depois eu venho. Bjs!TE amo... A.

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  6. Oi Anah!
    Cada um precisa ter o seu tempo e o seu momento. Viva o seu!

    Beijos!

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  7. Outra pérola desta notável escritora.
    Lembra-me a aguçada percepção de minha neta.
    E um pensamento filosófico isento a culpa do !devia ter!, ou "precisava".
    Valeu-me o dia.

    M.A.

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